Nos meios políticos, é tido como estratégico o anúncio do apoio do PSD à pré-candidatura do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) a prefeito de Natal, dois dias antes da votação das contas do pedetista na Câmara Municipal de Natal. A antecipação do apoio significaria uma tentativa de intimidar os vereadores de Natal. Neste caso, o PSD viria se somar a PPS e PC do B, que também anteciparam declaração de apoio ao pedetista, tudo dentro de uma mesma estratégia. Basta constatar que os anúncios em série começaram após as denúncias do vereador Enildo Alves (DEM) de que as contas de Carlos deveriam ser reprovadas por conterem ilegalidades “insanáveis”.
Neste domingo, em entrevista à Tribuna do Norte, o presidente estadual do PSD, vice-governador Robinson Faria, precipitou o manifesto de adesão ao pedetista. A costura dessa aliança vinha sendo feita há vários meses. Contudo, houve uma antecipação tática da data em que essa aliança seria divulgada. Robinson havia dito que só proclamaria sua deliberação após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) resolver se o PSD terá direito a tempo de TV nas eleições municipais deste ano. Ainda não houve essa definição. O processo está sob vistas do ministro José Dias Tofolli.
O que teria então levado o vice-governador a antecipar a aliança? A iminente reprovação das contas de Carlos Eduardo pelos vereadores de Natal. Isso mesmo, a ideia é convencer parcela considerável da sociedade de que a reprovação das contas do pedetista na Câmara é um golpe contra ele. Assim, a declaração em cascata de apoios – prevista apenas para o mês das convenções – foi precipitada para dar robustez ao pré-candidato. Resultado: o PPS, de Wober Júnior, o PCdoB, de George Câmara, e agora o PSD, de Robinson Faria, divulgam que apóiam Carlos Eduardo, sendo este último manifesto – de Robinson – na véspera de a Câmara analisar as contas do ex-prefeito. A pergunta, então, que se faz, é a seguinte: será que essa estratégia irá funcionar? Cenas das próximas horas…




